lunes, 12 de septiembre de 2011

Qualquer vergonha

Olhe aqui para mim
Já lhe disse que não vou comer este feijão
E este arroz
Que você pagou com a pele que devia ser só minha
E só não cuspo neste prato
Porque vou comer nele ainda hoje
Quando arrancar a roupa sua
Vagabunda mal vestida
Tira já toda a prenda e renda
Que este vermelho não cabe a outro
Não cabe a nenhum outro olho
E estas pernas
Só eu as abro
E não me deixe saber que
Para trazer ao meu prato esta comida
Ordinária
Você cruzou a porta que dobra qualquer vergonha

Não me baixe essa cara ao chão
Que eu sou quem diz
Quando a conversa acaba

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