Olhe aqui para mim
Já lhe disse que não vou comer este feijão
E este arroz
Que você pagou com a pele que devia ser só minha
E só não cuspo neste prato
Porque vou comer nele ainda hoje
Quando arrancar a roupa sua
Vagabunda mal vestida
Tira já toda a prenda e renda
Que este vermelho não cabe a outro
Não cabe a nenhum outro olho
E estas pernas
Só eu as abro
E não me deixe saber que
Para trazer ao meu prato esta comida
Ordinária
Você cruzou a porta que dobra qualquer vergonha
Não me baixe essa cara ao chão
Que eu sou quem diz
Quando a conversa acaba
No hay comentarios:
Publicar un comentario