Deslocamentos
Anda, segue em frente
Que a perna agüenta
Talvez nasçam calos
E talvez os dedos reclamem
Querendo menos calor
Mas o atrito com o mundo
É mesmo inevitável
E os dedos se acostumam
Como também o fazem
As vísceras.
Anda, segue em frente
Aqui desde a esquina
Vou acompanhar a sua figura
Até ver que ela desaparece
Independente num horizonte
Que não se alcança
Anda mesmo
Que ninguém sabe
O que nos pertence
E meus dedos e vísceras estão
Mais acostumados
Que os seus
Ao mundo
E aos meus deslocamentos..
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