Se de céu se tratasse,
De nuvens virias vestida.
Atravessarias as planícies azuis
Desse mar de vento,
Tomando-lhe de Jorge o cavalo branco
Que te voaria sem pressa por entre trovoes e faíscas.
Chegarias iluminada pelos percalços do caminho
E aproximando-te do topo da montanha,
Nem sequer sentirias o firme da terra que te tocaria.
Se de céu se tratasse,
Serias tu quem de amor falaria.
Teus seios resplandeceriam sem enganos
E neles um abrigo fervoroso se abriria.
Se de céu se tratasse,
Mas de terra é o que somos.
Vivemos em um mundo de homens,
Não te enganes:
Ainda não se inventou o dia
Em que das nuvens virias.
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