Grita daí alguma coisa
Rompa já a manha
Que fazes
Seja tu quem dá o primeiro passo
E se é o que queres
Atira-me com ele tua primeira pedra
Meus telhados são todos de vidro
Não resistirão a tuas investidas
Diz-me culpada de tudo
Transborda já a palavra amarelada
Que te arde como ferida
Caia tu antes que a noite o faça
E se não tens do remédio a medida
Envenena-me com uma boca amiga
Minhas pernas são de puro aço
Não se ressentirão de tua pouca valentia
Busca em meu peito alguma saída
Encontra-me já a frase que perdestes
Que tuas memórias não sirvam de lastre
Alcança tu a taça que partistes
E quando te sangres com tua maldade
Lembra-me como em outra vida
Meus olhos são de puro adeus
Não te levarão em nenhuma despedida.
Para Camila, para que leve prontas
as palavras que dirá sem exitar.
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