É o avesso da boa notícia
O não de todo sim
E o fim de toda eternidade
É o despir-se sentindo frio
O banhar-se em águas geladas
E os secar-se ao vento da popa
É o perder-se da memória
O esquecimento do amigo querido
E o perdão mal intencionado
É o gol marcado contra
O golpe certeiro do adversário
E o silêncio decepcionado da torcida
É o café descafeinado
O chá de erva doce carente de açúcar
E o caramelo caído no asfalto
É o respiro do obreiro cansado
O ar que falta depois da corrida
E o sopro final da vida que expira
É o som do disco riscado
O acorde rouco do violão partido
E o zumbido do giz sobre o quadro
É tudo o que fica quando não se vê nada
É o que sobra depois da partida
Sou eu em pedaços e estilhaços
Somos nós nessa distância consentida.
1 comentario:
no no, la torcida é feliz, vocé também.
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