Entraste pela janela numa tarde indecifrável
Movestes toda a casa passeando-te entre os objetos que te obedeciam
Alheios à ordem que tantos anos me custou desenhar
Desordenastes tudo dos pés à cabeça
Começando pelos passos e terminando nos cabelos
Cruzei-me em olhares com tua euforia
Para perder de vez o norte em teu magnetismo de palavras doces
Confundi os papéis, os planos, os soluços.
Resisti em meu último ponto, até que acrescentasses a ele tuas vírgulas.
Nada em mi sobreviveu imune a ti
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