Minhas palavras não me obedecem:
Saem de mim pelos meus olhos.
Transformam-se em gotas brutas,
Mais salgadas que doces.
Chovendo sobre a mesa,
Elas inundam meus escritos.
Não restará nenhum rastro
Da tinta azul com que as oprimia.
Elas, mimadas e implacáveis,
Não aceitaram minhas
Ponderações retóricas.
Acatarei seu protesto aquoso:
Começarei esse poema outra vez,
Agora de forma mais direta.
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