martes, 20 de octubre de 2009

Imprudente

Acostumei a acreditar
Que o nosso era certo
E não pude suportar
Ver-nos assim
Nesse lugar comum demais
Ainda espero que surja algo novo
Talvez três doses mais de cumplicidade
Além desse chão irresoluto
Onde lhe vejo parar
Talvez lhe falte a força
Ou lhe sobre a prudência
Não serei eu quem dirá o quanto de água nos sobra no copo
Mas ainda lhe reconheço
No calor azul da minha cama
Na ponta macia dos seus dedos
Que me alisam os cabelos fazendo-me dormir
Acostumei-me a ver-me assim
No fundo dos seus olhos
Onde algo de você me transpira sem reservas
Sigo aqui, venha ver-me
Meu corpo lhe pede a elipse dos seus braços
Enquanto minha voz caduca
Deixe-se regressar a nós
E acostume-se com a casualidade de nossa sorte
Permita-me tocar-lhe, enfim.


Junho de 2007.

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