Não sei dizer fim
Sigo em um ad infinitum
Sem pausa e sem conflito
Até que a morte me separe
Desse movimento incessante
Que sou eu em forma de vaivém
Ondulante como espuma na areia da praia
Pululante como sapo na beira do rio
Não sei dizer fim ao ritmo do mundo
Ao som do assobio dessa música
Que desde longe me convida
À vida, ao todo, ao compasso
Do desenlaço
Que mesmo ao longe se intui presente
Não sei dizer fim
Ao ruído dos meus pés sobre a madeira que ruge
Sem estrondo e sem melodia
Até que as fibras estalem
Em rajadas de tábua rompida
E por isso vou pela estrada
Entre firulas e risos
Comendo às vezes desse pão
Que nem mesmo o diabo
Quis amassar
E tomada de puro balanço
Sigo reverberando todo o molejo em mim
Percorrendo alegre esse caminho sereno
De menina que em meio a sol e baixo forte água
Sorri para a vida e lhe responde
Um para sempre
Sim.
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