Hoje encontrei Neruda
Que me cantava o mar,
Os bosques de Chile,
As conchas em espirais,
Os amores e as flores que nunca morrem.
Toquei-lhe os versos com os dedos,
Imaginando acariciar-lhe os lábios.
Derramei a gota clara dos olhos
Para fazer dela um abraço suave,
Meu melhor agradecimento.
Despedi-me risonha garantindo um reencontro.
Chovia muito lá fora.
Neruda e eu não notamos
O cinza que rompíamos com nosso instante colorido.
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